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Cirurgia de Amígdalas e Adenóides

No Brasil, são realizadas em torno de 200.000 cirurgias de amígdalas e adenóides. Estas cirurgias não são tão indicadas como no passado, quando ainda não existiam antibióticos tão eficazes, mas são cirurgias que melhoram muito a saúde de crianças e adultos quando devidamente propostas, ou seja, com indicação precisa.

Amígdalas e adenóides são compostas de um tecido parecido com os dos linfonodos ou "gânglios" que encontramos, às vezes, no pescoço, axilas ou virilhas. Elas são parte de um "anel" de tecido glandular que envolve internamente a garganta, formado pelas amígdalas palativas, amígdalas linguais, amígdalas faríngeas (adenóides) e tecido linfóide espalhado pela faringe.

As adenóides estão localizadas na parte superior da garganta, no fundo do nariz. Portanto, dificultam a respiração quando aumentadas ou posicionadas muito próximas às coanas (porção final das fossas nasais).

As amígdalas são duas massas de tecido localizadas de cada lado da garganta, no fundo da boca. Elas estão estrategicamente localizadas perto das entradas do ar que respiramos e podem facilmente ser infectadas por vírus ou bactérias que vêm com o ar. É dessa forma que elas ajudam a formar anticorpos contra esses germes, como parte do nosso assim chamado "sistema imunológico". Assim, resistimos a futuras infecções. Esta função é realizada nos primeiros anos de vida e vai se tornando menos importante quando a criança vai ficando mais velha.

Não há evidências de que as amígdalas e adenóides sejam importantes após os 03 anos de idade. Estudos com milhares de crianças que fizeram cirurgias de amígdalas mostraram que as mesmas sofreram menos infecções em geral do que crianças que não foram operadas. Isso se explica porque, às vezes, as amígdalas e as adenóides passam a se tornar focos de infecção que agridem e debilitam o organismo.

As adenóides grandes ocorrem quase que exclusivamente em crianças, pois após a puberdade, normalmente, as adenóides regridem de tamanho. De qualquer forma, é importante esclarecer que as adenóides grandes causam obstrução nasal e podem levar a criança a dormir de boca aberta, roncando à noite e apresentando, com o passar do tempo, alterações na arcada dentária (dentes de cima projetados para frente) em virtude da respiração bucal. Isto pode levar a criança a ter problemas no ouvido (secreções atrás do tímpano e infecções no ouvido médio) e mais problemas de infecções de garganta e pulmão.

Adaptações de textos da Fundação de Otorrinolaringologia