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Labirintopatias

"Labirintite" é um termo popular, usado geralmente para designar distúrbios relacionados ao nosso equilíbrio e audição. Sendo assim, uma "labirintite" pode significar tontura, vertigens, zumbido, desequilíbrio e várias outras formas de mal estar. Na verdade, o termo correto a ser usado é "labirintopatia", que significa "doença do labirinto".

Nosso ouvido possui dois componentes distintos: a cóclea (ou caracol), que é responsável pela nossa audição e o vestíbulo, que é responsável pelo nosso equilíbrio. Juntos, cóclea e vestíbulo formam o labirinto. O comprometimento desses componentes, individual ou separadamente, vai provocar sintomas como tonturas, desequilíbrio, surdez ou zumbido.

Esses sintomas aparecem porque nosso cérebro recebe informações erradas a respeito da nossa posição no espaço, geradas pelo labirinto doente e, como resultado, temos uma "alucinação de movimento". Essa alucinação pode sugerir que estamos rodando (vertigem), caindo (desequilíbrio), sendo empurrados (desvio de marcha), flutuando (falta de firmeza nos passos) ou ouvindo assobios, motores (zumbido), etc.

São várias as causas das doenças labirínticas. Às vezes tonturas e vertigens podem significar o primeiro sinal de alguma doença importante. Nosso ouvido é um consumidor voraz de energia e depende de suprimento constante de açúcar e oxigênio. Qualquer fator que impeça a chegada ou o consumo adequado desses elementos, é gerador de tontura. O exemplo mais clássico disso é a tontura que acontece após ficarmos muito tempo em jejum.

Entre as inúmeras causas de problemas labirínticos podemos citar:

A primeira parte do tratamento consiste em aliviar o sintoma: a tontura. Para isso, são utilizados medicamentos sedativos, bem como repouso, quando necessário.

O tratamento etiológico está baseado na investigação dos fatores de risco, que são os problemas metabólicos, infecciosos, reumáticos e anatômicos. Depois de um interrogatório clínico, onde o médico procura encontrar possíveis causas do problema, poderão ser feitos exames para obter alterações que levem ao sintoma de vertigem ou tontura.

A reabilitação é o tratamento fisioterápico da tontura, que pode ser utilizado com ou sem uso de medicamentos.

Quando a etiologia da tontura é de difícil controle, como no caso da arteriosclerose no idoso, a reabilitação é o tratamento de escolha, apresentando bons resultados em 80% dos casos.

A reabilitação, hoje, é considerada a melhor opção no tratamento das labirintopatias em que exista sua indicação.

Eu posso prevenir o aparecimento das labirintites ou melhorar seus sintomas?

Conforme já vimos, o cigarro, o álcool e o excesso de cafeína podem influenciar negativamente na tontura e no zumbido. Portanto, devem ser evitados.

Além disso, é importante fazer exercícios físicos, sendo que a caminhada é a melhor opção. Está cientificamente provado que o exercício bem indicado melhora os níveis de colesterol e triglicerídios no sangue, diminuindo o risco de doenças cardíacas e prevenindo a obesidade, além de fortalecer a musculatura. Assim, você evita problemas metabólicos e, portanto, a tontura.

Outra boa medida é fracionar a sua dieta. Procure se alimentar a cada três horas, evitando grandes quantidades de comida. O excesso de sal e açúcar não são recomendados. Abuse das frutas, legumes, leite e verduras. Tome muito líquido. São recomendados dois litros de água por dia. A maior filtração renal elimina as toxinas acumuladas pelo organismo.

Finalmente, RELAXE (!), pois o stress piora qualquer condição orgânica, inclusive a tontura, de sorte que é de extrema importância ter alguns momentos reservados para o seu lazer.

Finalmente, a tontura tem cura?

Como já comentamos, mesmo que a doença seja de difícil controle, ainda assim é possível viver sem tontura. Com o tratamento adequado o médico especialista tem condições de melhorar muito seus sintomas, obtendo a cura clínica da doença.

Adaptações de textos da Fundação de Otorrinolaringologia