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Pigarro

Devido ao potencial tóxico de algumas substâncias presentes na fumaça do cigarro e também à própria temperatura dos gases inalados, ocorre a perda do funcionamento normal dos cílios (pequenos "pelinhos" superficiais que têm a função de defesa) e, mais tarde, a morte dessas estruturas. Isso impede uma defesa eficaz, fazendo com que a depuração de partículas na via aérea seja diminuída ou até se torne ausente, gerando a necessidade constante de limpeza da garganta com pigarros freqüentes.

O costume do tabagismo também faz com que células de defesa se concentrem nas vias respiratórias. Isso causa inflamação e "irritabilidade" da superfície respiratória devido à tosse ou ao pigarro provocados na tentativa de combater partículas e substâncias nocivas.

O pigarro que aparece depois de resfriados e gripes também está associado à maior concentração de células de defesa na via respiratória, causando "irritação" no local, além da diminuição transitória do funcionamento dos cílios (aqueles "pelinhos", citados acima). Também ocorre maior produção de secreções, o que gera necessidade constante de limpeza da garganta.

Além de gripes e resfriados, outras doenças causadas por microorganismos geram pigarro pelas mesmas causas, tais como sinusites e rinites infecciosas. Outra situação muito comum de aparecimento do pigarro é a doença de refluxo gastro-esofágico (ou faringo-laríngeo), em que distúrbios digestivos (com ou sem sintomas de azia, náuseas, etc) geram pigarro ou tosse seca por mecanismo ainda não completamente conhecido.

Adaptações de textos da Fundação de Otorrinolaringologia